quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Special Cigarettes
Special Cigarettes A banda Andreense,que vem acontecendo nos espaços culturais do ABCD paulista e na internet.
Marcelo Noise e Tião Batista Bruno Turbilhão,
domingo, 28 de dezembro de 2014
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O POEMA QUE FUGIU DE VOCÊ
BELO MONTE E MAIS...
É hora de parar pensar
E mudar paradigmas
Há uma movimentação na blogosfera
Há manifestações contrárias e outras a favor
Há erros e críticas, debates encarniçados
Há “cause” e abaixo-assinado.
Há estatísticas falaciosa
Há preferências por grandes obras e altos negócios
Há hidrelétricas que alteram o regime dos rios
Que banham o Pantanal
Dá arrepios! Ao pensar no destino
Do nosso ecossistema.
Que pena!
São tantas Usinas
São erros e justificativas infundadas
Tudo soa como se viesse de muito longe
E vem.
Nosso território é de quem?
Áreas preservadas
Áreas desmatadas
Usinas hidrelétricas
Mentiras!
Só ocupação predatória
Estatísticas enganadoras
Basta olhar pela janela
As regiões produtoras.
São trechos de rios
Sem matas, ciliar
Perpétuas encostas escalavradas de morros
Novas erosões
Novo clamor de gente por anistia
Novos extratores de madeiras e contrabandistas de animais
Outra vez. Mais uma vez
Tanto faz!
Nada acontece, tudo continuara como está
Catástrofes climáticas
Em meio a tantas catástrofes morais
Nada acontece. E tudo continuará
Outra vez... Uma vez mais
Tanto faz?
.
Poema colagem de Neli Vieira do artigo de Claudio Willer -05/12/2011 BELO MONTE,CÓDIGO FLORESTAL,DESMATAMENTO - no blog claudiowiller.wordpress.com
POEMA-COLAGEM
O POEMA QUE FUGIU DE VOCÊ
Olá
Porque o mundo permite,você pode calar
enquanto respira livre.
Eu te enviei poemas on line de Ezra Pound
Você pode ver a Torre de Marfim ou
as letras chinesas
Você pode ter uma medida, ser o poeta preferido de tua mãe
Te mandei poemas para curar tua paranóia,
porque eu nasci para morrer e nem tenho pressão alta
mas sofro por não saber o que você pensa
Eu faço quadros com poesias e assuntos sexuais, sobre
Rolls Royces e dentes estragados
Não tenho responsabilidade entre os dias- Nenhuma!
exceto esta manifestada neste minuto de ideias borboletas
Beijo-te no depois
( Lendo Zunaí - Allen Ginsberg -em 12/11/2010)
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Pensando na vida
Foto de Neli Vieira
"Aqueles, Byron,Musset,Vigny, refugiados na Bliblia, mostravam a beleza daquilo que o egoísmo humano despreza. Estes, Poe ,Baudelaire,Flaubert, mostram o horror daquilo que ele adora! "
Eça De Queirós
Nós duas
Tire de perto de mim
Essa rosa desfocada e iluminada
Fique longe de minha alma
Ela precisa da solidão do vento
Precisa bater em paredes
Jogar-se pelos becos
Arrastar-se pelas ruas
E morrer no vazio dela mesma.
Neli Vieira
quinta-feira, 4 de março de 2010
Milagre da vida
O ipê amarelo
Agoniza na serra elétrica
Depois...
Enterram-no
Feito poste de uma rua
Vestem-no de fios
E transformadores
Não há anjos
Nem pássaros que o salve
Porém a terra
Mãe sábia
Alimenta seu filho mutilado
Com a seiva de seu santo seio
E no milagre da vida
A Fênix renasce no coração da árvore
Agora...
Não é só um poste da rua
É uma obra de arte
Que resplandece em flores lindas
Volta a ser a inspiração
Dos poetas que crêem na vida
E passeiam desnudos sobre
As flores do chão
Poetas que renascem entre
Mentiras e verdades cruas
Quando o olhar alcança o céu
E a alma tenta beijar a lua.
Neli Maria Vieira
Imagens: Internet.
Foto do poste ipê: Leandro Barcelos
domingo, 30 de agosto de 2009
Saudosa Inocência - Dilson Paiva
A gerações dos anos 50 ou décadas anteriores, um tempo não muito distante, hoje pode ser considerada careta, antiquada, ultrapassada, aos olhos dos jovens antenados do momento. Porém, ainda anda de cabeça erguida conservando os princípios que a sociedade da época vem mantendo no contexto atual, um caráter sem mácula, coeso e sustentado. É essa geração que tenta de forma incansável colocar no ápice dos trilhos, o futuro de um nome, de uma identidade, de um poder irrestrito de cultivar a luminosidade de um passado nobre.
Na verdade, nem todas as personagens dessa época ficaram em desuso, no ostracismo. Sendo autênticos remanescentes de um tempo onde a felicidade simples e contemplativa imperava. Distante da tecnologia dos modelos contemporâneos, mas, com maestria, exerciam a arte da criatividade ao confeccionar de forma artesanal os seus próprios brinquedos.
... Para e ver o texto na íntegra e as outras ilustrações entre no blog http://bussolaliteraria.blogspot.com/2009/07/saudosa-inocencia.html
segunda-feira, 30 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Post 26: E o menino puxou o gatilho

Foi como se dissesse adeus a velha infância. O ultimo menino do morro.
Sim, o último. Dali em diante é como se as gentes já nascessem adultas,
Acabou a inocência com aquele único e certeiro tiro.
Um único disparo, uma única puxada de gatilho e várias vítimas.
Morreram ali a Esperança e a Inocência. Acabou-se a Infância.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Post 25: Manifesto futurista
Manifesto Futurista
"Então, com o vulto coberto pela boa lama das fábricas - empaste de escórias metálicas, de suores inúteis, de fuligens celestes -, contundidos e enfaixados os braços, mas impávidos, ditamos nossas primeiras vontades a todos os homens vivos da terra:
1. Queremos cantar o amor do perigo, o hábito da energia e da temeridade.2. A coragem, a audácia e a rebelião serão elementos essenciais da nossa poesia.3. Até hoje a literatura tem exaltado a imobilidade pensativa, o êxtase e o sono. Queremos exaltar o movimento agressivo, a insónia febril, a velocidade, o salto mortal, a bofetada e o murro.4. Afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um carro de corrida adornado de grossos tubos semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais belo que a Vitória de Samotrácia.5. Queremos celebrar o homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada a toda velocidade no circuito de sua própria órbita.6. O poeta deve prodigalizar-se com ardor, fausto e munificência, a fim de aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.7. Já não há beleza senão na luta. Nenhuma obra que não tenha um carácter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças ignotas para obrigá-las a prostrar-se ante o homem.8. Estamos no promontório extremo dos séculos!... Por que haveremos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Vivemos já o absoluto, pois criamos a eterna velocidade omnipresente.9. Queremos glorificar a guerra - única higiene do mundo -, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo da mulher.10. Queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de todo o tipo, e combater o moralismo, o feminismo e toda vileza oportunista e utilitária.11. Cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos a maré multicor e polifônica das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor nocturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas luas eléctricas: as estações insaciáveis, devoradoras de serpentes fumegantes: as fábricas suspensas das nuvens pelos contorcidos fios de suas fumaças; as pontes semelhantes a ginastas gigantes que transpõem as fumaças, cintilantes ao sol com um fulgor de facas; os navios a vapor aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de amplo peito que se empertigam sobre os trilhos como enormes cavalos de aço refreados por tubos e o voo deslizante dos aviões, cujas hélices se agitam ao vento como bandeiras e parecem aplaudir como uma multidão entusiasta.É da Itália que lançamos ao mundo este manifesto de violência arrebatadora e incendiária com o qual fundamos o nosso Futurismo, porque queremos libertar este país de sua fétida gangrena de professores, arqueólogos, cicerones e antiquários.
Há muito tempo que a Itália vem sendo um mercado de belchiores. Queremos libertá-la dos incontáveis museus que a cobrem de cemitérios inumeráveis.
Museus: cemitérios!... Idênticos, realmente, pela sinistra promiscuidade de tantos corpos que não se conhecem. Museus: dormitórios públicos onde se repousa sempre ao lado de seres odiados ou desconhecidos! Museus: absurdos dos matadouros dos pintores e escultores que se trucidam ferozmente a golpes de cores e linhas ao longo de suas paredes!
Que os visitemos em peregrinação uma vez por ano, como se visita o cemitério dos mortos, tudo bem. Que uma vez por ano se desponte uma coroa de flores diante da Gioconda, vá lá. Mas não admitimos passear diariamente pelos museus, nossas tristezas, nossa frágil coragem, nossa mórbida inquietude. Por que devemos nos envenenar? Por que devemos apodrecer?
E que se pode ver num velho quadro, senão a fatigante contorção do artista que se empenhou em infringir as insuperáveis barreiras erguidas contra o desejo de exprimir inteiramente o seu sonho?... Admirar um quadro antigo equivalente a verter a nossa sensibilidade numa urna funerária, em vez de projectá-la para longe, em violentos arremessos de criação e de acção.
Quereis, pois, desperdiçar todas as vossas melhores forças nessa eterna e inútil admiração do passado, da qual saís fatalmente exaustos, diminuídos e espezinhados?
Em verdade eu vos digo que a frequentação quotidiana dos museus, das bibliotecas e das academias (cemitérios de esforços vãos, calvários de sonhos crucificados, registros de lances truncados!...) é, para os artistas, tão ruinosa quanto a tutela prolongada dos pais para certos jovens embriagados, vá lá: o admirável passado é talvez um bálsamo para tantos os seus males, já que para eles o futuro está barrado... Mas nós não queremos saber dele, do passado, nós, jovens e fortes futuristas!
Bem-vindos, pois, os alegres incendiários com os seus dedos carbonizados! Ei-los!... Aqui!... Ponham fogo nas estantes das bibliotecas!... Desviem o curso dos canais para inundar os museus!... Oh, a alegria de ver flutuar à deriva, rasgadas e descoradas sobre as águas, as velhas telas gloriosas!... Empunhem as picaretas, os machados, os martelos e destruam sem piedade as cidades veneradas!
Os mais velhos dentre nós têm 30 anos: resta-nos assim, pelo menos um decénio mais jovens e válidos que nós deitarão no cesto de papéis, como manuscritos inúteis. - Pois é isso que queremos!
Nossos sucessores virão de longe contra nós, de toda parte, dançando à cadência alada dos seus primeiros cantos, estendendo os dedos aduncos de predadores e farejando caninamente, às portas das academias, o bom cheiro das nossas mentes em putrefacção, já prometidas às catacumbas das bibliotecas.
Mas nós não estaremos lá... Por fim eles nos encontrarão - uma noite de inverno - em campo aberto, sob um triste telheiro tamborilado por monótona chuva, e nos verão agachados junto aos nossos aviões trepidantes, aquecendo as mãos ao fogo mesquinho proporcionado pelos nossos livros de hoje, flamejando sob o voo das nossas imagens.
Eles se amotinarão à nossa volta, ofegantes de angústia e despeito, e todos, exasperados pela nossa soberba, inestancável audácia, se precipitarão para matar-nos, impelidos por um ódio tanto mais mais implacável quanto os seus corações estiverem ébrios de amor e admiração por nós.
A forte e sã injustiça explodirá radiosa em seus olhos - A arte, de facto, não pode ser senão violência, crueldade e injustiça.
Os mais velhos dentre nós têm 30 anos: no entanto, temos já esbanjado tesouros, mil tesouros de força, de amor, de audácia, de astúcia e de vontade rude, precipitadamente, delirantemente, sem calcular, sem jamais hesitar, sem jamais repousar, até perder o fôlego... Olhai para nós! Ainda não estamos exaustos! Os nossos corações não sentem nenhuma fadiga, porque estão nutridos de fogo, de ódio e de velocidade!... Estais admirados? É lógico, pois não vos recordais sequer de ter vivido! Erectos sobre o pináculo do mundo, mais uma vez lançamos o nosso desafio às estrelas!
Vós nos opondes objecções?... Basta! Basta! Já as conhecemos... Já entendemos!... Nossa bela e hipócrita inteligência nos afirma que somos o resultado e o prolongamento dos nossos ancestrais. - Talvez!... Seja!... Mas que importa? Não queremos entender!... Ai de quem nos repetir essas palavras infames!...
Cabeça erguida!...
Erectos sobre o pináculo do mundo, mais uma vez lançamos o nosso desafio às estrelas."
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
POST 24: Chico Bento e o novo acordo ortográfico.

Créditos:
Desenhos: turma da mônica - Maurício de Sousa
Roteiro: Daniel Benjamin de Oliveira
O presente trabalho, apresenta por meio de uma recriação da HQ de Chico Bento, originalmente de autoria de Maurício de Sousa, uma situação de ensino-aprendizagem em sala de aula.
No exemplo é discutido um tema atual que é o acordo ortográfico que passará a viger a partir de 01 de Janeiro de 2009 e provocará alterações no português escrito no Brasil. O acordo tem por objetivo minimizar as diferenças ortográficas existentes nos países que tem a língua portuguesa como idioma oficial. Fazem parte da lista de paises de língua portuguesa: Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste.
Segundo o respeitado professor e autor de livros didáticos, Douglas Tufano, em uma recente publicação dedicada ao tema, o acordo é necessário, porém ainda insuficiente pois não elimina todas diferenças no português utilizado nos vários países.
“Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita,não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países”
(TUFANO, 2008, p. 3 - 4)
Na Historia em Quadrinhos, recriada com o objetivo de abordar o tema, temos a situação onde o aluno Chico Bento bem informado sobre o assunto, se posiciona criticamente com relação a essa reforma ortográfica. Chico apresenta pequenas mudanças que o afetarão diretamente em sua vida no campo. Daí a utilização de exemplos como as palavras Jibóia - Jiboia (réptil de presença recorrente em áreas rurais) e Geléia - Geleia (alimento doce que de modo geral agrada as crianças). Além desses exemplos, a HQ apresenta a inclusão de três novas letras em nosso alfabeto e finaliza citando o fim da utilização do trema.
É importante ressaltar que a história recriada trata-se de uma livre adaptação e assim não se prende às características da obra original. E desse modo, o jovem Chico Bento pode ter a postura crítica já mencionada o que não ocorre originalmente com o personagem.
Referências Bibliográficas:
- TUFANO, Douglas. Guia prático da nova ortografia. São Paulo: Melhoramentos, 2008. Disponível em: http://images.ig.com.br/hotsites/reforma_ortografica/Guia_Reforma_Ortografica_CP.pdf
- NOGUEIRA, Raquel Marcondes. Ortografia em movimento.
http://www.colegiomodulo.com.br/Default.asp?Codigo=14822
domingo, 14 de setembro de 2008

O BEIJO
Se eu fosse falar de beijo
falaria primeiro do olhar.
de olhos nos olhos
olhos na boca
boca seca
Se eu fosse falar de beijo
falaria também
das águas do corpo
no desejo
Se eu fosse falar de beijo
falaria das mãos
da pele
dos lábios
da língua
da saliva
Se eu fosse falar de beijo
falaria de emoção
de toque leveza
atrevimento
loucura paixão!
Se eu fosse falar de beijo
falaria de sabor
de você em mim
Se eu fosse
falar de beijo
Não falava
beijava.
Neli Vieira
(poema e ilustração publicados por Selmo Vasconcelos )
***
Selmo:
Honrado em publicá-lo ( la ) na minha página literária http://orebate-selmovasconcellos.blogspot.com . aguardo comentário, abraços fraternos.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Post 22: A rosa e o Beija
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Post 21: No canto
sábado, 5 de abril de 2008
Post 20: Mundo Cão (homenagem a Kafka)

arte: Peter Kuper www.peterkuper.com
Durante horas permaneceu ali acuado observando o líquido vermelho e viscoso que saia de sua mão e aos poucos respingava, misturando-se à imundície.
Ao ouvir o zunir de uma mosca perto de si, instintivamente apressou-se em esmagá-la. O ex-inseto surpreendeu-se com seu primeiro pensamento, ele enfim tomava consciência de que tornara-se o grande predador que outrora temia.
De início condoeu-se pelo assassinato de um próximo, mas logo que percebeu que poderia ficar sobre suas duas pernas, esqueceu-se completamente do episódio anterior.
Com dificuldade caminhou e já adquiria alguma prática quando foi ouvido um disparo:
O pobre diabo foi atingido nas costas e caiu para nunca mais levantar.
O desgraçado ser metamorfoseado não suportou nem mesmo a um dia interio nesse novo corpo, não sobreviveu a esse mundo cão.
sábado, 8 de março de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Post 18 - Maldita palavra

Poema criado durante o Sarau 'Malditos'
na Casa da palavra (espaço cultural de Santo André)
Palavra
Quero uma palavra
uma maldita palavra
para livrar-me desta tortura
desta dor cruel - nua
maldita palavra
que espante este corvo
e liberte as serpentes
que dançam no meu estômago
única e maldita palavra
que escarre essa morte lenta
de dentro
nada mais
nada
nada.
(Do livro -A profundidade do degrau- Neli Vieira)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Post 17: O homem que não sabia viver
Tinha ido me deitar na expectativa de amanhecer já com a nova idade. Durante toda a noite me mexi de um lado ao outro sem conseguir pegar no sono. Como não conseguia dormir, comecei a me lembrar da juventude, lembrei do que nao tive. Entendi que passei toda a vida em busca do sucesso e do dinheiro.
[um sorriso triste se esboçou no rosto desse, em breve, sexagenário]
É, acho que consegui, tenho respeito, sucesso, dinheiro...
E a noite lá fora era cada vez mais escura e parecia não acabar. Não dormia! Algo em mim fervilhava e acontecia um não sei. O que sei é que o sono não veio e jamais acordei.
Daniel Oliveira



